sexta-feira, 2 de dezembro de 2011 Cyberanthropology – Being Human on the Internet
Excelente artigo sobre ciberantropologia na SSRN, segue resumo:
Abstract: CyberAnthropology is an approach that submits anthropological and philosophical questions (as well as sociological, political and linguistic questions including questions of constitutional law arising from them) to different fields associated with the internet – which has not been done in this specific transdisciplinary way in previous research. We analyze changes, developments and continuities between the lifeworld of users and new possibilities of participation on the internet, taking into account different methods given by different disciplines. We also raise the question of how the interaction between us human beings and the medium of the internet can be grasped theoretically and how human behaviors, needs and desires correlate with it practically. CyberAnthropology thus targets the questions of how the human being understands itself and others, how it structures its lifeworld when embedded in virtual environments, in face of the challenges posed by the internet as the dominating medium. Is the internet a new virtual reality or just the representation of old norms and habits? Can we speak of a ‘cyber citizen’ and has the ‘animal socio-politicum’ changed in the light of the internet as a primary form of communication and source of knowledge? How do interest groups form, if one considers the fact that the internet transcends local, regional, national, ethnical and social boundaries? How do new boundaries and normative orders emerge?
So far, the question of how the internet changes societies and the habits of their members has merely been tackled either in abstract terms of media philosophy or in the context of detailed empirical studies of concrete user behavior. In the first case, the internet is regarded as a self-transforming medium that has had deep consequences on the lives of individuals ever since its emergence and development. What remains unclear, however, is the relationship between the materiality of the internet and its peculiar ‘message’ – for humanity, human responsibility and political action. In the second case, for instance in the research of the ‘Digital Ethnographers’ Michal Wesch and Don Tapscott, the focus lies on the description of virtual phenomena rather than on an analysis that would embed those phenomena in a broader theoretical framework of ‘virtual reality’, which would allow for an application of the outcomes to other disciplines and fields of research. This is intended by drafting a systematic theory of CyberAnthropology.
Disponível em:
http://papers.ssrn.com/sol3/papers.cfm?abstract_id=1943399
segunda-feira, 17 de outubro de 2011 A contra-revolução de Steve Jobs
Num primeiro momento, minha reação à morte de Steve Jobs foi parecida com as muitas reações que pulularam na internet semana passada: “puxa, lá se foi mais um gênio”. No dia seguinte, ler a declaração de Richard Stallman, um dos precursores do movimento software livre, me fez ver o fato sob outro ângulo, bem mais interessante, diga-se de passagem. Disse Stallman: Steve Jobs, the pioneer of the computer as a jail made cool, designed to sever fools from their freedom, has died (06.10.11).
Sim, é claro: a “revolução” tecnológica de Jobs destina-se a poucos, não gera partilha, fecha-se em si mesma. No extremo oposto, a cultura do software livre tem por princípio a liberdade: liberdade de utilização, de exploração, de distribuição (cópia) e de modificação (visando o aerfeiçoamento). Em outras palavras, a lógica do open source é, justamente, o antídoto para sistemas fechados e aprisionantes como o da Apple (e, também, é claro, o da Microsoft).
Sem ignorar seus méritos como designer, como bem lembrou Stallman, Jobs fez do computador uma prisão. Colaboração, compartilhamento, conhecimento livre – estas sim, expressões chave da cultura digital contemporânea – ficaram de fora nos inventos de Jobs. Rodrigo Savazoni, num texto para o coletivo Trezentos, traduz perfeitamente a distopia criada por Jobs: a do homem egoísta, circundado de aparelhos perfeitos, em uma troca limpa e “aparentemente residual”, mediada por apenas uma única empresa: a sua.
Se os sucessores de Jobs forem, como desejou Stallman, menos eficientes que ele, talvez estejamos na iminência de uma maior abertura para a cultura do compartilhamento e da colaboração, atravessada pelo verdadeiro “espírito hacker”, ampliando os caminhos da revolução tecnológica de fato.
P.S: As opiniões expressas neste artigo são de responsabilidade da autora e não refletem necessariamente a opinião do Grupciber.
segunda-feira, 10 de outubro de 2011 I Fórum da Internet no Brasil
Complementando o post anterior, o I Fórum da internet no Brasil tem como eixos articuladores (trilhas de interesse) da discussão os seguintes pontos:
1. Liberdade, privacidade e direitos humanos;
2. Governança democrática e direitos humanos;
3. Universalidade;
4. Diversidade e Conteúdo;
5. Padronização, interoperabilidade, neutralidade e inovação;
6. Ambiente legal, regulatório, segurança e inimputabilidade da rede.
As inscrições podem ser feitas diretamente no site do e
Trata-se, sem dúvida, de um grande passo para a consolidação deste campo de reflexão no Brasil e que, certamente, fortalece o lugar de importância que o país já ocupa nesse contexto.
sexta-feira, 30 de setembro de 2011 ABCiber na discussão sobre os destinos da Internet no Brasil
A ABCiber encontra-se engajada na discussão social sobre os destinos da Internet no Brasil.
Convidadas pelo Comitê Gestor da Internet (CGI.br; http://www.cbi.br/), a Presidência da ABCiber e a sua Comissão Especial de Assessoramento de Política Digital participaram, em agosto, da reunião do Comitê de Mobilização do “I Fórum da Internet no Brasil” (http://forumdainternet.cgi.br/), a se realizar no Centro de Convenções do Expo Center Nort e (2. andar), nos dias 13 e 14 de outubro próximo.
A CEA-Política foi representada por Edilson Cazeloto, atual Secretário Executivo da Associação.
A Diretoria da ABCiber estimula a todos(as) os(as) Diretores(as), Conselheiros(as) e Associados(as) a participarem do evento. [Aos(às) colegas que poderão fazê-lo, solicitamos que nos envie uma sinalização.] As inscrições podem ser feitas em http://forumdainternet.cgi.br/?page_id=462.
quarta-feira, 21 de setembro de 2011 Segu(i)ndo minha participação no Twitter: descrição das principais experiências e interações vivenciadas a partir do Twitter
Este artigo é um desdobramento de meu Trabalho de Conclusão de Curso em Ciências Sociais que foi desenvolvido, com vinculação ao GrupCiber – Grupo de Estudos em Antropologia do Ciberespaço, sob orientação do Prof. Dr. Theophilos Rifiotis, na Universidade Federal de Santa Catarina. O trabalho procurou identificar e descrever algumas interações ocorridas no chamado ciberespaço a partir da experiência ao realizar um trabalho de campo que se configurou na utilização pessoal do Twitter. Adotou-se como perspectiva teórica a Teoria do Ator-Rede (TAR), sobretudo desenvolvida por Bruno Latour, e o (re)fazer etnográfico ao experenciar a criação e manutenção de um perfil no Twitter. Neste artigo são discutidas as principais considerações suscitadas a partir da realização do trabalho.
Fonte: IV Simpósio Nacional da ABCiber (2010)
Autor: Dalila Floriani Petry
