Maria Elisa Maximo
Prof. no Ielusc (Joinville/SC). Co-lider do Grupciber
Graduada em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Santa Catarina (1998), com mestrado em Antropologia Social pela Universidade Federal de Santa Catarina (2002) e doutorado em Antropologia Social pela Universidade Federal de Santa Catarina (2006). Fez estágio de doutorado (doutorado "sanduíche") na Université de Montréal (CA), pelo período de 6 (seis) meses entre 2004 e 2005. Tem experiência na área de Antropologia, com ênfase em Cultura e Comunicação, atuando, como pesquisadora, no estudo das formas de sociabilidade produzidas na interface com as novas tecnologias da informação e da comunicação (TIC) e, como docente, no ensino da Antropologia e Metodologia de Pesquisa (com experiência no uso de software específico para pesquisas qualitativas). Atualmente é professora titular da Associação Educacional Luterana Bom Jesus Ielusc, no Departamento de Comunicação Social, onde atua como Coordenadora de Monografias (TCCs), Coordenadora Geral do NECOM (Núcleo de Estudos em Comunicação) e integrante da Comissão Editorial da Revista Rastros.
segunda-feira, 17 de outubro de 2011 A contra-revolução de Steve Jobs
Num primeiro momento, minha reação à morte de Steve Jobs foi parecida com as muitas reações que pulularam na internet semana passada: “puxa, lá se foi mais um gênio”. No dia seguinte, ler a declaração de Richard Stallman, um dos precursores do movimento software livre, me fez ver o fato sob outro ângulo, bem mais interessante, diga-se de passagem. Disse Stallman: Steve Jobs, the pioneer of the computer as a jail made cool, designed to sever fools from their freedom, has died (06.10.11).
Sim, é claro: a “revolução” tecnológica de Jobs destina-se a poucos, não gera partilha, fecha-se em si mesma. No extremo oposto, a cultura do software livre tem por princípio a liberdade: liberdade de utilização, de exploração, de distribuição (cópia) e de modificação (visando o aerfeiçoamento). Em outras palavras, a lógica do open source é, justamente, o antídoto para sistemas fechados e aprisionantes como o da Apple (e, também, é claro, o da Microsoft).
Sem ignorar seus méritos como designer, como bem lembrou Stallman, Jobs fez do computador uma prisão. Colaboração, compartilhamento, conhecimento livre – estas sim, expressões chave da cultura digital contemporânea – ficaram de fora nos inventos de Jobs. Rodrigo Savazoni, num texto para o coletivo Trezentos, traduz perfeitamente a distopia criada por Jobs: a do homem egoísta, circundado de aparelhos perfeitos, em uma troca limpa e “aparentemente residual”, mediada por apenas uma única empresa: a sua.
Se os sucessores de Jobs forem, como desejou Stallman, menos eficientes que ele, talvez estejamos na iminência de uma maior abertura para a cultura do compartilhamento e da colaboração, atravessada pelo verdadeiro “espírito hacker”, ampliando os caminhos da revolução tecnológica de fato.
P.S: As opiniões expressas neste artigo são de responsabilidade da autora e não refletem necessariamente a opinião do Grupciber.
segunda-feira, 10 de outubro de 2011 I Fórum da Internet no Brasil
Complementando o post anterior, o I Fórum da internet no Brasil tem como eixos articuladores (trilhas de interesse) da discussão os seguintes pontos:
1. Liberdade, privacidade e direitos humanos;
2. Governança democrática e direitos humanos;
3. Universalidade;
4. Diversidade e Conteúdo;
5. Padronização, interoperabilidade, neutralidade e inovação;
6. Ambiente legal, regulatório, segurança e inimputabilidade da rede.
As inscrições podem ser feitas diretamente no site do e
Trata-se, sem dúvida, de um grande passo para a consolidação deste campo de reflexão no Brasil e que, certamente, fortalece o lugar de importância que o país já ocupa nesse contexto.
sexta-feira, 16 de setembro de 2011 V Simpósio da ABCiber
Entre os dias 16 e 18 de novembro de 2011 acontecerá o V Simpósio da Associação Brasileira de Pesquisadores em Cibercultura. Este ano, o simpósio está sendo organizado pela Universidade do Estado de SC (Udesc) e pela Universidade Federal de SC (UFSC), e terá lugar no Centro de Convenções da UFSC. O Grupciber integra a comissão organizadora do simpósio a frente da comissão científica, juntamente com a Prof. Dra. Maria José Baldessar (Dep. de Jornalismo) que preside a comissão.
Para maiores informações sobre o simpósio acesse http://www.simposio2011.abciber.org/. A lista de trabalhos e mesas aprovadas já se encontra disponível no site do evento.
quinta-feira, 15 de setembro de 2011 O eu encena, o eu em rede: um estudo etnográfico nos blogs
O presente artigo tem por objetivo colocar em discussão as principais questões levantadas em minha tese de doutorado, fruto de uma pesquisa etnográfica realizada no “universo dos blogs”. Trata-se de um estudo que se desenvolveu na esteira de uma trajetória de pesquisas centradas na análise da dinâmica social estabelecida em modalidades específicas de “comunicação mediada por computador” (CMC), no sentido de identificar as formas sociais particulares que as interações assumem em cada modalidade e compreender como tais formas se articulam na definição de cada espaço, de cada grupo.